Casa Bradesco traz ao Brasil exposição grandiosa de Es Devlin

A Casa Bradesco apresenta, a partir de 15 de março, a exposição Sou o Outro do Outro, da artista britânica Es Devlin, com curadoria de Marcello Dantas. Reunindo seis obras concebidas e produzidas integralmente no Brasil, a mostra afirma a capacidade da instituição de realizar projetos de escala internacional e consolida São Paulo como território de produção artística global. Clientes Bradesco, pessoa física, portadores dos cartões de crédito Bradesco e next contam com 50% de desconto de quarta à sexta-feira e 25% de desconto aos finais de semana e feriados. Às terças-feiras a entrada é franca mediante reserva de ingresso via MATA APP.

Es Devlin - Créditos: Anna Be Garcia

Ao desenvolver integralmente o projeto no país, a Casa Bradesco evidencia sua excelência técnica e ambição institucional, fortalecendo uma plataforma cultural que articula experiência, tecnologia e pensamento contemporâneo.

Ao longo de mais de três décadas, Es Devlin vem moldando a linguagem visual de alguns dos momentos mais emblemáticos da música, do teatro e das artes performativas em grande escala. Sua prática — profundamente colaborativa e ao mesmo tempo autoral — é movida por imaginação, propósito e uma atenção radical ao outro: ao público, às espécies, à linguagem e aos ambientes compartilhados.

Seu trabalho já foi apresentado em instituições como Tate Modern, V&A, Serpentine, Imperial War Museum e na Assembleia Geral da ONU. Criou projetos para a Royal Opera House, o National Theatre, o Metropolitan Opera e cerimônias olímpicas, além de desenvolver cenografias monumentais para artistas como Lady Gaga, Beyoncé, Bad Bunny, Kendrick Lamar e U2.

Projetos recentes consolidam ainda mais sua presença internacional. Em Milão, apresentou uma grande instalação no distrito de Brera, dialogando com arquitetura, luz e ritual coletivo em um dos contextos históricos mais emblemáticos da cidade. Na Art Basel Miami Beach, revelou uma obra de grande escala dedicada à percepção e à construção de espaços compartilhados. Em Londres, o projeto Congregation transformou a paisagem urbana em uma floresta participativa de vozes e formas, reafirmando sua investigação sobre autoria coletiva e consciência ambiental.

Na Casa Bradesco, Devlin evidencia a dimensão mais conceitual e humanista de sua trajetória, enfatizando questões ambientais e estruturas participativas que desafiam a percepção e convidam à reflexão coletiva.


A Exposição

Sou o Outro do Outro se desenvolve em seis instalações — Infinite Library, Mirror Maze, Falling, Come Home Again, Co-Imagine e Screen Share — organizadas como capítulos de uma mesma reflexão: existimos apenas através daqueles que nos veem, nos leem e nos refletem.

A mostra parte da premissa de que o público não é plateia, mas uma sociedade temporária. Ao convidar à participação ativa, Devlin cria situações em que a percepção pode se reorganizar — momentos em que o visitante se reconhece em relação ao outro: uma pessoa, uma memória, uma linguagem, uma espécie ou uma cidade.

O percurso começa com Infinite Library, que afirma que nenhum imaginário é inteiramente individual. Concebida como uma paisagem de saber compartilhado, a instalação reúne narrativas que atravessam cada visitante, revelando que todo pensamento se apoia em pensamentos anteriores. Trata-se de uma experiência simultânea de reconhecimento e estranhamento — uma constelação de histórias que desestabiliza identidades fixas.

Em seguida, o público adentra Mirror Maze, um labirinto monumental de espelhos que se torna um dos centros sensoriais e simbólicos da mostra. A imagem nunca se estabiliza: o corpo se multiplica, se fragmenta e, por vezes, desaparece. A obra tensiona a confiabilidade do reflexo e comenta o narcisismo contemporâneo e a busca por inteireza nas superfícies refletoras. Em determinados pontos, até mesmo dispositivos de registro falham, transformando a documentação em experiência.

Em Falling, Devlin explora a queda em dimensões literal, simbólica e emocional. A instalação investiga o instante em que o chão parece desaparecer — quando ficamos suspensos entre quem fomos e quem ainda não sabemos ser. Instabilidade torna-se consciência; vulnerabilidade torna-se transformação.

Come Home Again desloca o eixo da figura humana para um coro de outras espécies. Por meio de luz, sombra e som, a instalação propõe uma compreensão ampliada de casa — cidade, planeta, ecossistema — como uma rede interligada de vidas e culturas. A obra ecoa preocupações ambientais centrais na produção de Devlin, sugerindo que o humano é apenas parte de um sistema vivo maior sustentado por cuidado, reconhecimento e memória.

Em Co-Imagine, a autoria se abre à criação coletiva. Uma grande mesa recebe desenhos iniciados por Devlin e continuados pelos visitantes, formando um pergaminho em expansão contínua. A obra torna-se registro visível de perspectivas que se cruzam, encarnando a ideia de sociedade temporária que atravessa toda a mostra.

Screen Share encerra o percurso como um ritual de troca. Entre desenho, coreografia e gesto espacial, a instalação acompanha o trajeto de uma imagem que nasce como traço manual, atravessa o corpo no espaço e retorna como uma folha de papel que o visitante pode levar consigo. Cada pessoa sai com um fragmento — lembrança de que existir é sempre compartilhar.


Marco Conceitual

O título Sou o Outro do Outro ecoa o pensamento do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, para quem a perspectiva constitui o mundo e a experiência humana se dá como diálogo permanente. O “outro” sustenta uma visão de mundo distinta da nossa; o “outro do outro” surge quando confrontamos essa perspectiva e aceitamos que nenhuma delas é definitiva.

Sob essa chave, cada instalação opera como dispositivo de relação, formando e dissolvendo comunidades temporárias a cada travessia. A curadoria propõe a experiência estética como campo de encontro — espaço de reconhecimento, convivência e imaginação compartilhada.

Mais do que sediar a mostra, a Casa Bradesco se afirma como destino cultural em São Paulo ao integrar arte contemporânea, tecnologia e pensamento. Ao realizar um projeto dessa escala integralmente no Brasil, a instituição reforça seu compromisso com a produção local e consolida um posicionamento curatorial conectado ao repertório internacional sem abrir mão de consistência e enraizamento.

Entre espelhos, quedas, coros e desenhos compartilhados, Es Devlin transforma a experiência estética em relação. Na Casa Bradesco, o visitante não apenas observa a obra — ele a atravessa, participa dela e leva consigo um fragmento de memória. Ao final do percurso, permanece uma constatação simples e poderosa: tornamo-nos nós mesmos apenas em relação — e somos, inevitavelmente, o outro do outro.


Temporada Cultural Brasil–Reino Unido

“Sou o Outro do Outro” integra a Temporada Cultural Brasil–Reino Unido, promovida pelo British Council em parceria com o Instituto Guimarães Rosa, que reúne mais de 100 eventos culturais entre agosto de 2025 e junho de 2026 em diversas cidades dos dois países.


Serviço

Exposição: Sou o Outro do Outro

Artista: Es Devlin

Curadoria: Marcello Dantas

Abertura ao público: 15 de março

Horário de visitação: Terça a domingo, das 12h às 20h

Local: Casa Bradesco

Endereço: Alameda Rio Claro, 190 – Bela Vista, São Paulo


Clientes Bradesco, pessoa física, portadores dos cartões de crédito Bradesco e next que efetuarem a compra de ingresso* utilizando seu cartão, contam com 50% de desconto de quarta à sexta-feira e 25% de desconto aos finais de semana e feriados. 

Às terças-feiras a entrada é franca mediante reserva de ingresso via MATA APP. Na bilheteria física e no guichê exclusivo é possível realizar o pagamento com cartões de débito e crédito Bradesco e next. 


*ingresso sujeito à disponibilidade.


Sobre a Casa Bradesco

Com o objetivo de democratizar e potencializar expressões artísticas, a Casa Bradesco é um centro de criatividade na região da Avenida Paulista que promove uma nova forma não só de apreciar as artes, mas de criá-las. Com uma infraestrutura única, integrada à natureza e à tecnologia, o espaço reflete a sinergia entre mata são paulo e Bradesco, comprometidos com o acesso aos mais diversos tipos de manifestações culturais na cidade de São Paulo. Inaugurada em 2024, está organizada em quatro ambientes complementares, cada um com sua própria finalidade: AQUI, ALI, ACIMA e ABAIXO. Sala Aqui é o espaço principal, com aproximadamente 2.000 m², projetado para exposições de grande escala e projetos conceituais com forte impacto visual, como a retrospectiva do artista internacional Anish Kapoor (2024-2025) e a exposição Re-Selvagem, de Eva Jospin (2025). Também abriga a Sala ALI, espaço dedicado às crianças, que traduz experiências artísticas em um formato lúdico e educativo, e a sala ACIMA, um laboratório focado no desenvolvimento nas diversas expressões de arte e uma sala. O projeto também prevê a abertura de um espaço multilíngue e altamente flexível.


Sobre mata são paulo

Mata são paulo é um território de experiências inspiradas na ideia do Sul Global integrado à Cidade Matarazzo, a poucos passos da Avenida Paulista. O ecossistema idealizado pelo empresário Alexandre Allard reúne cultura, hospitalidade, gastronomia, moda, beleza, design, bem-estar, negócios regenerativos e longevidade e foi pensado para ser vivido ao longo do dia.

Sua proposta é promover uma jornada de regeneração, guiada pela natureza, ancestralidade, ética e estética do Sul Global no coração da maior cidade do Hemisfério Sul. É um lugar físico e espiritual onde a beleza inspiradora estabelece novas referências e provoca novos comportamentos. A preservação da história e arquitetura do local, a invasão pela natureza e a atenção extraordinária aos detalhes impulsionam cada aspecto do seu desenvolvimento, estabelecendo um novo padrão para projetos urbanos em todo o mundo.

Abriga atrações como a Soho House; a plataforma de moda, beleza e design Mata Lab; o restaurante italiano com cenários de cinema Cittá; e a Casa Bradesco de Criatividade. Mais do que um destino, o projeto se afirma como um espaço de encontro, experimentação e descoberta — onde diferentes públicos, linguagens e repertórios se conectam para imaginar novas formas de habitar as cidades do futuro.


Bradesco e a cultura

Com centenas de projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. Além do Teatro Bradesco e da Casa Bradesco, centro de criatividade na Cidade Matarazzo, o banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. São eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. O banco também mantém o Bradesco Cultura, plataforma digital que reúne conteúdo relacionado às ações culturais que contam com o patrocínio da instituição. Visite em cultura.bradesco


Press release by Planin


Esse conteúdo faz parte do projeto Mona Cultural e conta com o apoio de Dicas do Dia e CareUp

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