ºAndar recebe estreia do solo A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, de Larissa da Matta, em abril

O solo A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, com atuação e concepção de Larissa da Matta revisita a trajetória dessa grande escritora, poetisa, pintora e dançarina estadunidense para além do mito de musa, construído a seu respeito nos anos 1920. O espetáculo tem sua temporada de estreia no espaço º Andar, de 9 a 24 de abril, com sessões às quintas e sextas, às 20h.

Créditos: divulgação

O trabalho, com dramaturgia da própria intérprete em parceria com Pedro Amaral, também lança luz sobre o silenciamento dessa mulher pela fama e pelo plágio artístico cometido pelo marido F. Scott Fitzgerald. 

Por muito tempo, Zelda foi lembrada mais como símbolo de uma época do que como autora da própria história. Associada ao brilho da Era do Jazz, à imagem da mulher excessiva e à fama de seu marido, escritor de O Grande Gatsby e outros marcos da Literatura mundial, sua trajetória foi frequentemente reduzida a estereótipos que a colocavam no lugar da musa, da esposa difícil e da figura instável. O solo teatral resgata a complexidade de uma mulher artista, escritora e pensadora, cuja voz foi tantas vezes abafada pela narrativa construída ao seu redor. 

O espetáculo propõe ao público uma imersão na vida e obra de Zelda para além do imaginário romântico e trágico que a transformou em personagem secundária de uma história masculina. Em cena, sua história emerge como a de uma mulher em conflito com o tempo em que viveu, com o casamento que a atravessou, com a disputa pela autoria da própria vida e com as tentativas insistentes de afirmar sua criação em um mundo que parecia disposto a lhe negar lugar. 

A peça acompanha Zelda desde seu início no sul dos Estados Unidos à consagração social nos anos 1920, passando pelos embates de seu casamento com Scott Fitzgerald, pelas tensões entre vida íntima e produção artística, pela vontade de existir para além da figura de esposa célebre e pelo agravamento de sua saúde mental. Entre festas, delírios, memórias e internações, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher intensa, contraditória e profundamente humana. 


Sobre a montagem 

Mais do que revisitar uma personagem histórica, A Última Valsa de Zelda Fitzgerald se conecta de maneira direta com o presente. Em um contexto em que as mulheres ainda precisam lutar por espaço, autoria e reconhecimento, o espetáculo transforma a experiência de Zelda em um gesto de reescrita simbólica. Ao colocá-la em foco, a montagem propõe uma reflexão sobre quantas artistas foram reduzidas a notas de rodapé, quantas tiveram sua criação absorvida pela fama de homens ao redor, e quantas ainda precisam lutar para existir com voz própria. 

Com linguagem intimista e força narrativa, o solo se apresenta como uma experiência capaz de dialogar tanto com o público interessado em literatura, história da arte e artes da cena quanto com espectadores atraídos por histórias de mulheres intensas e profundamente contemporâneas em suas contradições. Ao trazer Zelda Fitzgerald de volta ao palco, o espetáculo não apenas revisita o passado: ele questiona os mecanismos que seguem produzindo apagamentos no presente. 

A montagem marca ainda a primeira produção assinada pelo Foyer, plataforma de comunicação, cultura e criação de projetos autorais, ampliando sua atuação para o campo da produção teatral e reforçando seu compromisso com obras que articulam arte, pensamento e relevância contemporânea.


Sobre os criadores 

Pedro Amaral é roteirista, apresentador, produtor cultural e empreendedor criativo. Pós-graduado em Dramaturgia pelo Célia Helena, atua na interseção entre comunicação, audiovisual, teatro e mercado artístico. É fundador do Foyer, plataforma de comunicação e produção de conteúdo dedicada à cultura, às artes e à criação de projetos autorais. 

Larissa da Matta é atriz, dançarina, performer, dramaturga, arte-educadora e pesquisadora. Pós-graduada em Direção e Atuação pela Escola Superior de Artes Célia Helena, desenvolveu pesquisa baseada no eixo de Dramaturgias do Corpo, em que investigou corporalmente a vida e a obra de mais de 40 mulheres artistas do século XVI ao século XXI, pertencentes a diversos períodos da história das artes plásticas e visuais, resultando em uma dramaturgia e monólogo teatral autorais sobre a vida e obra de Zelda Fitzgerald. Bacharela e licenciada em Teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, também possui formação em História da Arte com o Prof. Dr. Rodrigo Naves, pela Difusão Cultural SP, abrangendo do Pré-Renascimento à Arte Contemporânea. Além disso, é formada em Danças Urbanas pelo Centro de Artes Lílian Gumieiro. Atuou em produções internacionais como a peça chilena Granada, apresentada no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, e participou de festivais e formações na Rússia, incluindo o Teatro de Arte de Moscou e o Festival Internacional de Escolas de Teatro dos países do BRICS, integrando o elenco de Édipo Rei, dirigido por Valentin Teplyakov. 


Sinopse

A Última Valsa de Zelda Fitzgerald revisita a trajetória e a obra de uma mulher brilhante, intensa e silenciada pela história. Do interior dos Estados Unidos à consagração como ícone dos anos 1920 ao lado de F. Scott Fitzgerald, o espetáculo acompanha sua ascensão social, os conflitos no casamento, a disputa pela autoria da própria vida, as tentativas de se afirmar como artista e o agravamento de sua saúde mental. Entre festas, delírios e internações, emerge o retrato de uma mulher que lutou para existir com voz própria, muito além do papel de musa ao qual foi tantas vezes reduzida. 


Serviço 

A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, com Larissa da Matta

Temporada: 9 a 24 de abril de 2026 

Às quintas e sextas, às 20h 

⁰Andar  - Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília, São Paulo 

(a 6 minutos da estação Marechal Deodoro do metrô) 

Ingressos: R$30,00 a R$60,00 via Sympla ou na bilheteria do espaço ( aceita cartão, pix e dinheiro)

Estacionamento conveniado: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 131

Orientação: retirar carimbo na Bilheteria

Pagamento: Pix e débito (R$20,00 preço Único)

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos


Press release by Pombo Correio


Esse conteúdo faz parte do projeto Mona Cultural e conta com o apoio de Dicas do Dia e CareUp

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